30 outubro, sexta-feira, 2026
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PF: servidores receberam R$ 28 mi e foram filmados em saques

rês investigados na Operação Tomada de Contas teriam recebido, juntos, cerca de R$ 28 milhões, conforme as investigações da Polícia Federal.

São eles: os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke; e Adriangelo Barros Antunes. Todos os três são servidores do Tribunal de Contas do Estado.

As informações constam na decisão do ministro Og Fernandes, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que autorizou a deflagração da operação em que foi cumprido seis mandados de prisão e outros de busca e apreensão e afastamento de função pública cumpridos na quinta-feira (29). A operação apura suspeitas de irregularidades em contratos e pagamentos da instituição.

O maior volume foi identificado em nome de Gustavo apontado como “operador financeiro” do suposto esquema, e assistente jurídico do consultor jurídico-geral do tribunal, Grhegory Paiva, que também é alvo. Gustavo teria recebido R$ 15,8 milhões por meio de 144 ordens bancárias avulsas, distribuídas por oito contas em sete instituições financeiras diferentes.

“Além de figurar entre os principais beneficiários das transferências realizadas, o investigado aparece em diversos episódios registrados pelas câmeras da instituição financeira, realizando operações que, segundo a Polícia Federal, evidenciam atuação direta na conversão dos recursos em espécie”, diz Og Fernandes.

“As movimentações financeiras atribuídas ao investigado alcançam cifras expressivas e foram distribuídas em múltiplas contas bancárias,

circunstância reveladora de sofisticado mecanismo de circulação de recursos”, consta em outro trecho da decisão.

Em relação a Felipe Glinke, os investigadores apontaram recebimentos de R$ 9,9 milhões. Desse total, R$ 9,6 milhões foram movimentados por meio de 80 ordens bancárias avulsas, distribuídas por oito contas em seis instituições. entre setembro e outubro do ano passado, a PF diz ter quatro gravações em que Glinke aparece.

Dinheiro na mochila

Já Adriangelo é apontado pela investigação como o responsável por fazer o transporte do recurso sacado pelo grupo. Ele, sozinho, teria recebido aproximadamente R$ 2,28 milhões. Ele é identificado na decisão como secretário executivo de comissão permanente e ex-cunhado do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo, também preso na operação.

Em uma das ocasiões, em 14 de outubro de 2025, policiais observaram um homem com características físicas compatíveis com as de Adriangelo Barros Antunes entrnado em um banco com uma mochila vazia, e “posteriormente com a mochila aparentemente carregada e dirigindo-se às dependências do TCE/MT”.

A decisão também diz que ele recebeu valores retirados por Roseli Loss, chefe de gabinete de Sérgio Ricardo. 

“Depreende-se da investigação que parte dos valores recebidos em suas contas, teria sido destinada à sua esposa, filha e terceira pessoa não

identificada, o que demonstra, ao menos nesta análise inicial, a tentativa de ocultação dos valores”, consta em decisão.

Tomada de Contas

A Operação Tomada de Contas foi deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (29) para investigar suspeitas de irregularidades em contratos administrativos e pagamentos no TCE-MT e cumpriu seis mandados de prisão.

São eles: o presidente do tribunal, Sérgio Ricardo de Almeida; o consultor jurídico-geral do TCE-MT, Grhegory Paiva Pires Moreira Maia; a secretária-executiva Roseli Loss; e os advogados Felipe José Glinke e Gustavo Fernandes da Silva e o servidor Adriangelo Barros Antunes; .

Os conselheiros Guilherme Maluf e Alisson Alencar foram afastados de suas funções.

 
A operação também cumpriu 26 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O STJ autorizou ainda medidas de quebra de sigilos e sequestro de bens.

MidiaNews

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