10 outubro, sábado, 2026
spot_img
HomeNotíciasJustiça marca júri de acusado de estuprar e matar mulher na UFMT

Justiça marca júri de acusado de estuprar e matar mulher na UFMT

A Justiça de Mato Grosso marcou para o dia 26 de novembro o julgamento de Reyvan da Silva Carvalho, de 31 anos, acusado de estuprar e assassinar Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, dentro do campus da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. O crime ocorreu em julho de 2025.

Reyvan, que é investigado pela Polícia Civil como possível assassino em série, também foi ligado, por meio de exames de DNA, a outro feminicídio e a dois casos de estupro registrados na Capital entre 2020 e 2022.

Solange foi encontrada morta no dia 24 de julho de 2025, nas dependências da Associação Atlética Master, uma área desativada da universidade. O acusado foi preso pouco mais de um mês depois, em 29 de agosto.

Imagens de câmeras de segurança da UFMT registraram a vítima caminhando pelo campus às 15h20 do dia 23 de julho, um dia antes de o corpo ser localizado.

Na época, o delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações, informou que Solange apresentava marcas na região do pescoço. Um laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) também confirmou que a vítima sofreu violência sexual.

Segundo a Polícia Civil, Solange tinha diagnóstico de esquizofrenia. Familiares relataram que ela costumava frequentar aulas na UFMT e no Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), embora não estivesse matriculada em nenhuma das instituições.

Suspeito de crimes em série

As investigações apontaram que Reyvan pode estar envolvido em uma sequência de crimes sexuais violentos cometidos contra mulheres em Cuiabá.

Exames realizados pela Politec identificaram o mesmo perfil genético encontrado no caso de Solange em materiais coletados de outras três vítimas, incluindo uma mulher assassinada em 2020.

De acordo com a Polícia Civil, o acusado agia sozinho, utilizava uma faca para ameaçar as vítimas e tinha como alvo mulheres em situação de vulnerabilidade, incluindo gestantes. Ele já acumulava passagens policiais por estupro desde 2016.

A identificação do suspeito foi possível após análises de vestígios coletados no local onde Solange foi encontrada. O mesmo DNA masculino foi identificado em materiais retirados do corpo da vítima, inclusive das unhas, e em uma bituca de cigarro recolhida na cena do crime.

O cruzamento dos perfis genéticos também vinculou Reyvan ao estupro e feminicídio de uma mulher de 39 anos, ocorrido em 27 de dezembro de 2020, no bairro Parque Ohara.

Além desse crime, os exames apontaram ligação com um estupro registrado em 2021, no bairro Tijucal, e outro cometido em 2022, no bairro Jardim Leblon, ambos em Cuiabá.

Os três casos integram as investigações que apuram a possível atuação de Reyvan como autor de crimes sexuais em série na Capital.

MidiaNews

ARTIGOS RELACIONADOS
- Espaço Publicitário-spot_img

MAIS POPULAR

COMENTÁRIOS