Jose Miguel Javier Salazar, de 28 anos, e Jociney Kenned de Almeida Araujo, de 30 anos, foram mortos pela Polícia Militar, nessa quinta-feira (8), enquanto praticavam uma sessão de tortura, mais conhecida como “salve”, contra um homem, de 34 anos, em um quarto de hotel no município de Sapezal (a 557 km de Cuiabá), em Mato Grosso. A vítima estava com as mãos, os pés e o pescoço amarrados, sendo asfixiada.
Segundo o boletim de ocorrência, a PM recebeu uma denúncia de que dois homens haviam chegado ao hotel acompanhados de um terceiro rapaz e o mantinham sob tortura no quarto 2 do estabelecimento. As equipes foram até o local e, ao se aproximarem do quarto, ouviram vozes no interior.
Ao tentarem abrir a porta, os bandidos teriam impedido a entrada dos policiais. Nesse momento, a equipe conseguiu visualizar a vítima amarrada.
Conforme o registro policial, os militares entraram no cômodo, mas os bandidos apontaram um revólver para a equipe. Os policiais deram ordem para que parassem e largassem a arma, porém um dos homens teria direcionado a arma diretamente para um dos militares.
Diante da situação, os policiais atiraram contra os criminosos. Após a contenção, a equipe resgatou a vítima, que estava com as mãos e os pés amarrados e apresentava lesões pelo corpo. O homem também estava com o pescoço sob uma espécie de amarração.
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e o Corpo de Bombeiros foram acionados e socorreram os bandidos, que ainda apresentavam sinais vitais. Eles foram encaminhados ao Hospital Santa Marcelina, mas morreram após receberem atendimento médico.
No local, os policiais apreenderam um revólver calibre .357, com cabo de madeira e capacidade para seis tiros. A arma estava com cinco munições e permaneceu no quarto até a chegada da perícia.
Durante o isolamento da área, uma mulher que se identificou como proprietária do hotel relatou aos policiais que havia sido ameaçada de morte por integrantes de uma facção dias antes e foi expulsa do estabelecimento. Segundo ela, a situação já havia sido registrada anteriormente.
A área foi isolada para os trabalhos periciais. A Polícia Militar informou que também adotou as providências de Polícia Judiciária Militar para apurar as circunstâncias da ocorrência.
RepórterMT




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