Jailton Gonçalves Barreira, de 29 anos, que matou a esposa, Taymilla Reis da Silva, e o próprio filho, de 4 meses, nessa quinta-feira (17), em Luciara (a 1.089 km de Cuiabá), já tinha uma passagem por ameaça registrada em novembro do ano passado.
De acordo com o registro policial, Jailton não pagou a conta de energia elétrica da casa onde morava e ameaçou dar tiros no rosto do dono do imóvel ao ser cobrado. O caso tramita no Núcleo de Justiça Digital dos Juizados Especiais Criminais e ainda não foi encerrado.
Além da passagem por ameaça, o feminicida está sendo cobrado na Justiça pois, em 2021, comprou três calças e um moletom em Minas Gerais e não pagou, gerando uma dívida de R$ 757,06. A ação de cobrança tramita no Juizado Especial de Bom Despacho (MG).
Conforme informado pelo RepórterMT, na manhã dessa quinta-feira, Jailton Gonçalves Barreira matou a esposa e o filho a facadas na Fazenda Mata Verde. Logo após o crime, o feminicida foi preso em flagrante.
Taymilla chegou a pedir socorro à mãe, avisando que seria morta pelo marido. O irmão da vítima, de 18 anos, sem saber o que fazer, foi até o local de motocicleta para tentar socorrer e a irmã e o sobrinho, mas quando chegou ao local, encontrou o assassino esfaqueando a mulher.
O assassino chegou a ameaçar o jovem, que pegou a moto e fugiu para Porto Alegre do Norte para acionar a Polícia Militar.
Quando os militares chegaram no local, já encontraram a mulher e o bebê mortos.
Segundo o boletim de ocorrência, Jailton estava dormindo em uma das casas da fazenda. Ele recebeu voz de prisão e foi legado para a Delegacia de Polícia Civil, que investiga o caso.
O feminicida deve passar por audiência de custódia nesta sexta-feira (18).
Denuncie
A violência contra a mulher não pode ser ignorada nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas, e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.
Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.
O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.
RepórterMT




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