A aeronave bimotor que caiu e pegou fogo na manhã desta quinta-feira (10), em uma área rural de Água Boa (a 730 quilômetros de Cuiabá), teria sido adquirida por um novo proprietário há cerca de quatro meses e, conforme as informações levantadas até o momento, não possuía registro junto às autoridades brasileiras de aviação.
Segundo a Polícia Civil, o novo proprietário e outras duas pessoas, ainda não identificadas, estariam a bordo no momento do acidente. As três vítimas morreram carbonizadas.
Os corpos foram encontrados no interior da aeronave, que caiu na Fazenda Santa Rita, em uma região de mata e de difícil acesso. Segundo o Corpo de Bombeiros, trata-se de um avião Cessna, de prefixo N401NA.
Em 2017, a mesma aeronave foi apreendida pela Polícia Federal com 67 quilos de cocaína, em Goiânia (GO).
O prefixo aparece em documentos de um processo que tramitou na 5ª Vara Federal de Goiânia contra os irmãos gêmeos espanhóis José Luís Rivera Diaz e Juan Carlos Rivera Diaz, presos em flagrante durante uma operação da Polícia Federal.
De acordo com o delegado Carlos Alberto Silva, da Delegacia de Água Boa, as primeiras diligências apontam que, antes de ser adquirida pelo novo proprietário, a aeronave permanecia em um hangar no aeródromo de Goiânia e estaria sem condições de voo.
Na manhã de quinta-feira, o proprietário e outras duas pessoas teriam embarcado na aeronave e decolado de Goiânia. O destino do voo ainda não foi esclarecido.
Ainda segundo o delegado, até o momento não foram encontrados indícios de que a aeronave estivesse transportando drogas ou qualquer outro tipo de carga ilícita.
A Polícia Civil segue com as diligências para esclarecer as circunstâncias da queda, identificar oficialmente as vítimas e apurar eventuais responsabilidades relacionadas ao acidente.
Midianews




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