Um carro-bomba explodiu em frente a uma delegacia na noite desta segunda-feira (1º), no município de Los Patios, no departamento de Norte de Santander, na Colômbia, próximo à fronteira com a Venezuela. O atentado deixou uma pessoa morta e 11 feridos, além de provocar danos em parte do prédio policial.
A vítima fatal é um venezuelano de 23 anos. Segundo o coronel Jimmy Belalcázar, comandante da Polícia local, o ataque é atribuído à guerrilha do Exército de Libertação Nacional (ELN).
Entre os feridos estão dois policiais. Um deles sofreu uma mutilação na perna esquerda, enquanto o outro foi atingido por estilhaços provocados pela explosão.
O atentado aconteceu próximo da meia-noite, no horário local. Imagens registradas após a explosão mostraram o veículo ainda em chamas, além de vidros quebrados, muros danificados e diversos destroços espalhados pela região.
De acordo com a polícia, o veículo utilizado no atentado havia sido roubado e teve a cor modificada para simular um táxi. Dentro do carro estavam aproximadamente 80 quilos de explosivos, que teriam sido detonados remotamente.
O ataque ocorre em meio a uma escalada da violência na Colômbia, considerada a maior produtora de cocaína do mundo e que enfrenta uma das mais graves ondas de violência da última década.
Horas antes da explosão, o Exército colombiano havia realizado uma operação de bombardeio na região amazônica que matou 20 integrantes de grupos guerrilheiros, segundo as autoridades. Organizações armadas haviam ameaçado reagir às ofensivas das forças de segurança.
O ELN atua há mais de seis décadas e manteve negociações de paz com o governo do ex-presidente de esquerda Gustavo Petro. As conversas, porém, não resultaram em um acordo definitivo.
A escalada ocorre sob a atual política de linha dura contra grupos armados adotada pelo presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o cargo em 7 de agosto e conta com apoio do governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump.
Folha do Estado




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