Dos 24 deputados estaduais da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), 22 registraram aumento de patrimônio desde a última eleição geral, em 2022. O maior destaque é Lúdio Cabral (PT), que teve 560% de acréscimo de bens ao longo desses quatro anos de mandato. Já os parlamentares Nininho (Republicanos) e Wilson Santos (PSD), tiveram queda em suas posses, conforme dados divulgados pelo DivulgaCand, da Justiça Eleitoral.
Se em 2022, Lúdio registrou R$ 244,7 mil em bens, neste ano o patrimônio do deputado saltou para R$ 1,6 milhão, o que o coloca como o maior aumento percentual no período citado. Além de apartamento, o médico declarou valores correspondentes a depósitos bancários, aplicações e investimentos.
Em seguida, vem o parlamentar Paulo Araújo (Republicanos), que hoje tem valores declarados em R$ 4 milhões na Justiça Eleitoral, o que corresponde a aumento de 279% desde o último pleito, cujos valores constam diversos terrenos. Em terceiro na lista, Diego Guimarães (Republicanos) com acréscimo de 206%.
Enquanto a maioria conseguiu aumentar seu patrimônio, somente os já conhecidos do cenário político do estado, Nininho e Wilson reduziram suas contas. Este último, inclusive, registrou déficit de -42%, já que há quatro anos declarou R$ 450,6 mil, e hoje possui R$ 262,1 mil em bens.
Apesar de milionário, Nininho também apresentou redução de -13%, perdendo quase R$ 1 milhão ao longo dos anos. Vale destacar que todos, com exceção de Janaina Riva (MDB), pleiteiam a reeleição.
Embora obtenham destaque quanto à evolução patrimonial, esses deputados estão longe de serem os mais ricos no legislativo. O deputado Carlos Avallone (PSDB), com R$ 33 milhões em bens, é o mais abastado, com imóveis, terras, embarcação, bezerros, aplicações entre os patrimônios declarados.
Os demais deputados, também com longa trajetória política, Júlio Campos (União) e Dilmar Dal Bosco (União), ocupam o segundo e terceiro lugares dentre os mais ricos. Enquanto Júlio tem R$ 31,5 milhões, Dilmar chega a R$ 26 milhões em bens.
Bancada Federal
Ex-milionária e com redução de 78% no patrimônio, Coronel Fernanda (PL) registrou junto à Justiça Eleitoral R$ 384 mil, sendo que, há quatro anos, foi de R$ 1,7 milhão. Outro nome que teve diminuição foi Nelson Barbudo (PL), com 55%, além de Juarez Costa (Republicanos) e Emanuelzinho (PSD).
O único que não tenta reeleição na bancada federal, José Medeiros (PL), que concorre ao Senado, foi o que mais teve evolução patrimonial desde eleito, de 40%, cujos valores declarados foi de R$ 356 mil.
Já o mais rico da bancada é o deputado federal Fábio Garcia (União), que se manteve estável com fortuna estimada em R$ 4,1 milhões. Outros milionários são Rodrigo da Zaeli (PL) e Juarez Costa (Republicanos), com R$ 1,7 e 1,9 milhão, respectivamente.
gazetadigital




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