A Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística de Mato Grosso (Sinfra-MT) aprovou o anteprojeto de engenharia para a construção do túnel de 513 metros na MT-25, no trecho do Portão do Inferno, entre Cuiabá e Chapada dos Guimarães.
O documento, oficializado em publicação no Diário Oficial em 23 de julho, dá continuidade à solução técnica para conter os frequentes deslizamentos de rochas na rodovia. A obra está orçada em R$ 72.517.957,75.
Elaborado pelo Consórcio Assessoramento 3S, sob responsabilidade técnica do engenheiro Eduardo Azambuja, o anteprojeto define o traçado e os acessos da passagem subterrânea.
O aceite formal pela comissão técnica da Sinfra-MT serve de base para as fases seguintes, mas não exime a empresa projetista de eventuais adequações futuras.
Licenciamento ambiental travado
Apesar da definição da proposta de engenharia, a execução da obra ainda depende de aval do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Estado protocolou um novo pedido de licenciamento ambiental junto ao órgão federal, uma vez que as autorizações anteriores contemplavam apenas intervenções de superfície, como a duplicação e obras emergenciais.
Paralelamente à análise do Ibama, o Governo de Mato Grosso prepara a publicação de um novo edital de licitação para contratar a empresa que executará a construção do túnel.
O processo anterior, que previa um modelo diferente de intervenção, terminou sem empresas interessadas. A expectativa do Executivo estadual é lançar a nova concorrência pública nas próximas semanas.
A alternativa do túnel foi adotada após revisões nos estudos geológicos da região do Portão do Inferno, marcada por constantes interdições e riscos aos motoristas. Inicialmente, o Estado previa a realização de um retaludamento, corte e remoção de aproximadamente 180 mil metros cúbicos de rochas do paredão.
Contudo, pareceres técnicos e alertas de entidades ambientais apontaram incertezas sobre a estabilidade do solo e o impacto ecológico do uso de maquinário pesado na estrutura dos paredões. Diante dos dados de sondagem suplementares, a gestão estadual abandonou o recorte da rocha e optou pela solução subterrânea para garantir a segurança no tráfego da MT-251.
Repórter MT




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