governo dos Estados Unidos confirmou nesta sexta-feira (24) uma nova rodada de tarifas sobre produtos importados de 60 parceiros comerciais. O Brasil foi incluído no grupo de países que receberão a alíquota de 12,5%, superior à aplicada a nações que firmaram compromissos considerados suficientes pelas autoridades americanas para restringir a entrada de produtos ligados ao trabalho forçado em suas cadeias de produção.
Segundo o Departamento de Comércio e o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), a nova política divide os países em dois grupos. O primeiro, sujeito à tarifa de 10%, reúne nações como Canadá, Reino Unido, México, Índia e Argentina, que já possuem legislação específica ou assumiram compromissos para reforçar a fiscalização sobre importações relacionadas ao trabalho forçado.
Já o segundo grupo, que inclui Brasil, China, Austrália, Chile, África do Sul, Vietnã e dezenas de outros países, foi enquadrado na tarifa de 12,5%, por não atender aos critérios estabelecidos pelo governo norte-americano. A medida substitui a tarifa temporária de 10% que vigorava anteriormente e passa a atingir a maior parte das importações provenientes desses mercados.
O governo americano também anunciou uma lista de exceções. Ficam de fora da nova tributação determinadas matérias-primas, produtos estratégicos e itens cuja oferta é considerada insuficiente dentro dos Estados Unidos. Segundo as autoridades americanas, o objetivo é evitar desabastecimento e impactos relevantes sobre setores considerados essenciais para a economia do país.
A decisão ocorre em meio ao aumento das tensões comerciais entre Washington e Brasília. Nas últimas semanas, os Estados Unidos já haviam adotado outras medidas tarifárias contra produtos brasileiros no âmbito de investigações comerciais conduzidas pela administração do presidente Donald Trump. O governo brasileiro criticou as iniciativas e considera as medidas injustificadas.
A nova tarifa entra em vigor imediatamente e poderá afetar exportadores brasileiros de diversos segmentos, embora produtos classificados como estratégicos permaneçam contemplados pelas exceções previstas pelas autoridades norte-americanas.
Folha do Estado




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