8 julho, quarta-feira, 2026
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“Lula lambe as botas da China”, diz Flávio ao criticar política externa do governo

O senador e pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL-RJ) intensificou, nesta quarta-feira (8), as críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao comentar sua participação na audiência pública promovida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), em Washington.

Durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o parlamentar afirmou que viajou aos Estados Unidos para tentar impedir a aplicação de uma tarifa de 25% sobre produtos brasileiros e responsabilizou o governo Lula pelo desgaste das relações diplomáticas e comerciais entre os dois países. 

Materialde referência geográfica

Segundo Flávio, a política externa do atual governo estaria colocando questões ideológicas acima dos interesses econômicos do Brasil.

“Vocês vão se lembrar que lá atrás ele dizia que se o Trump fosse eleito presidente dos Estados Unidos, ia ser um novo fascismo no mundo. (…) Ele faz uma coisa que eu jamais faria, que é colocar a ideologia acima dos interesses do povo brasileiro”, declarou.

O senador também criticou a aproximação do governo brasileiro com a China e afirmou que um presidente deve manter diálogo com todos os parceiros comerciais.

“Lula a todo momento lambe as botas da China e taca pedra nos Estados Unidos. Um presidente da República tem que negociar com todo mundo”, afirmou.

Pedido para adiar tarifas

Flávio Bolsonaro disse que levou esse argumento à audiência promovida pelo USTR e solicitou às autoridades americanas que eventual decisão sobre a aplicação das tarifas seja adiada até depois das eleições presidenciais brasileiras. 

Esportebrasileiro

Segundo ele, uma mudança de governo poderia permitir a reconstrução das relações entre Brasília e Washington.

“As eleições são daqui a 87 dias. O que eu pedi? Cancela essa tarifa, porque a partir de janeiro do ano que vem pode existir um presidente da República que vai poder sentar de igual para igual e negociar com o governo americano”, afirmou.

Críticas ao governo

Na transmissão, o senador também atribuiu ao governo federal parte da responsabilidade pela investigação comercial aberta pelos Estados Unidos contra o Brasil.

Flávio afirmou que Lula “não cumpre acordos” e classificou o presidente como “um mentiroso”. Além disso, disse ter citado a autoridades americanas casos de corrupção envolvendo governos petistas.

Entre os episódios mencionados pelo parlamentar estão o mensalão, a Operação Lava Jato, as fraudes envolvendo descontos em benefícios do INSS e o caso relacionado ao Banco Master.

Ausência do governo brasileiro

O senador também criticou a ausência de representantes do governo federal na audiência realizada em Washington.

Segundo ele, enquanto buscava convencer autoridades americanas a rever a possibilidade de sobretaxas, o Palácio do Planalto teria adotado uma postura de confronto.

“Só quem quer essa tarifação é o Lula. Ao invés de sentar para negociar, ele fica xingando, fazendo chacota, não manda ninguém para representar o Brasil”, declarou. 

Troca de acusações

As declarações ocorrem após uma sequência de críticas feitas pelo presidente Lula e pelo Partido dos Trabalhadores à atuação da família Bolsonaro nas discussões sobre a política comercial dos Estados Unidos.

Na última semana, Lula afirmou ser “inaceitável” que a família Bolsonaro tente submeter os interesses brasileiros aos interesses norte-americanos. Em outra manifestação, o presidente também criticou propostas de enfraquecimento do Mercosul, classificando-as como prejudiciais ao país.

Já o PT divulgou nota afirmando que “não há espaço para traidores da pátria”, em referência à atuação dos integrantes da família Bolsonaro junto ao governo dos Estados Unidos.

A troca de acusações ocorre em meio ao debate sobre a possível imposição de tarifas de 25% sobre produtos brasileiros e às articulações políticas envolvendo as eleições presidenciais de 2026. 

Folha do estado

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