Na manhã de quinta-feira (21), os corpos das três crianças vítimas de um incêndio em Serrinha, na Bahia, foram sepultados sob intensa comoção, quase 18 dias após a tragédia. A espera prolongada mobilizou a comunidade local, que acompanhou o cortejo até o cemitério municipal, emocionada com a demora para prestar a última homenagem aos pequenos.
O incêndio ocorreu em 3 de maio, quando as vítimas ficaram sozinhas em casa para que a mãe pudesse participar de uma festa. Segundo a Polícia Civil da Bahia, uma das crianças brincava com um isqueiro e teria ateado fogo a um colchão, iniciando as chamas que consumiram boa parte do imóvel. As vítimas foram identificadas como Jeremias de Jesus Borges, de 6 anos; Samuel Nascimento de Almeida, de 4 anos; e Ismael Nascimento de Jesus Borges, de 11 meses.
Apesar do incêndio ter ocorrido no início de maio, o Departamento de Polícia Técnica (DPT) só liberou os corpos na quarta-feira (20). A demora se deu em razão da necessidade de exames de DNA para confirmar a identidade das crianças, já que o estado de conservação dos corpos após o sinistro impediu um reconhecimento visual. As análises ficaram prontas somente no início desta semana, segundo informações da TV Subaé.
A cerimônia de velório aconteceu na funerária Pafac, em Serrinha, onde parentes e amigos prestaram solidariedade à família. A mãe das vítimas permanece presa e é apontada como suspeita de abandono de incapaz com resultado em morte, crime que pode levar até 12 anos de reclusão. Durante depoimento, ela negou responsabilidade direta pelo incidente, mas segue sendo investigada pelas autoridades.
A Prefeitura de Serrinha emitiu nota oficial lamentando o ocorrido e declarou luto de três dias em homenagem aos irmãos. O Executivo municipal também reforçou apoio psicológico aos parentes mais próximos e ofereceu assistência para o sepultamento. A tragédia gerou ampla repercussão nacional e levantou debates sobre a responsabilidade de cuidados de menores em residências.
As investigações seguem em curso para esclarecer todos os detalhes do incêndio. As autoridades buscam eventuais falhas na supervisão das crianças e apuram se houve negligência de terceiros no acompanhamento das vítimas. A conclusão do inquérito caberá à Polícia Civil da Bahia, que deve apresentar relatório final assim que os procedimentos periciais forem encerrados.




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