16 maio, sábado, 2026
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Delegado exonerado alvo de ataque a tiros passa por cirurgia para evitar amputação de dedo em Sorriso (MT)

O delegado da Polícia Civil Bruno França, baleado durante um ataque a tiros na noite desta quarta-feira (13), em Sorriso, a 420 km de Cuiabá, passou por uma cirurgia na mão esquerda para evitar a amputação do dedo e tem estado de saúde estável. O caso ocorreu em frente a uma casa no bairro Recanto dos Pássaros.

Segundo o Hospital Villa Romana, o delegado foi atingido por um disparo no quarto dedo da mão esquerda e recebeu atendimento médico logo após dar entrada na unidade.

Em nota, o hospital informou que Bruno França passou por um procedimento cirúrgico para fixação da fratura no dedo.

“O paciente recebeu atendimento médico imediato, foi submetido a procedimento cirúrgico para fixação da fratura do dedo. Foi avaliado pelo Dr. Guilherme Dias, ortopedista especialista em mão, o qual tentará com medidas clínicas manter a viabilidade do dedo para evitar amputação do mesmo”, diz trecho da nota.

O hospital informou ainda que o delegado segue recebendo acompanhamento médico e não corre risco de morte.

Entenda o caso

Segundo a Polícia Civil, o delegado foi alvo de uma tentativa de homicídio após o carro em que ele estava ser atingido por diversos disparos.

O investigador da Polícia Civil Roberto Pinto Ribeiro, conhecido como Betão, foi apontado como o autor dos disparos.

Segundo a polícia, equipes encontraram Betão armado no local e apresentando sinais de nervosismo. Ele afirmou aos policiais que Bruno França teria feito ameaças contra ele e ido até a casa, onde ocorreram os disparos.

Exonerado do cargo

Em março deste ano, Bruno França foi exonerado do cargo de chefia da delegacia de Sorriso. Com a mudança, quem assumiu foi a delegada Layssa Crisostómo, enquanto Bruno permaneceu como delegado na unidade, mas sem função de chefe.

A decisão foi assinada pelo governador Mauro Mendes (União) e publicada no Diário Oficial do estado.

A Polícia Civil explicou que se tratava de uma troca de titularidade por questões administrativas e o documento no Diário não citou o motivo da exoneração. Contudo, a medida acontece um mês após uma detenta relatar que havia sido estuprada dentro da delegacia da cidade.

g1-MT

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