13 maio, quarta-feira, 2026
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Polícia ouve enteada de servidor morto pela PM, mas ainda aguarda depoimento de militares

A Polícia Civil começou a ouvir testemunhas e familiares no caso envolvendo a morte do servidor público Valdevino Fidélis, de 65 anos, baleado por policiais militares durante uma ocorrência no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.

Na manhã desta terça-feira (13), o delegado Bruno Abreu, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ouviu parentes da vítima, que contestaram a versão apresentada pela Polícia Militar sobre o caso. A ex-enteada de Valdevino, identificada como Isabel Samaniego, também foi ouvida pela Polícia Civil. Inicialmente, ela era tratada como vítima de cárcere privado na ocorrência registrada pela Polícia Militar.

Segundo informações apuradas pela reportagem, os policiais militares envolvidos na ação também deverão ser ouvidos nos próximos dias como parte do andamento das investigações.

À imprensa, o delegado Bruno Abreu destacou a gravidade do caso e afirmou que conduz as investigações com seriedade. Abreu preferiu não se manifestar sobre os detalhes da apuração até que os militares prestem depoimento. 

O CASO

Valdevino morreu na noite de segunda-feira (11), após ser baleado durante uma intervenção da equipe do Raio da Polícia Militar. A ocorrência foi registrada em uma residência localizada na esquina da Rua Nossa Senhora de Santana com a Rua Rui Barbosa, no bairro Goiabeiras.

Conforme a versão inicial da PM, os agentes foram acionados após denúncias de que o servidor estaria mantendo a ex-enteada em cárcere privado dentro da casa. Ainda de acordo com os policiais, Valdevino estava armado com um revólver no momento da abordagem.

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Segundo o delegado Bruno Abreu, a principal linha investigativa aponta que Valdevino demonstrava intenção de tirar a própria vida e queria que a ex-enteada presenciasse o ato.

“Ele queria, em tese, se matar e fazer com que ela visse ele tirar a própria vida”, afirmou o delegado.

Um vídeo gravado antes da chegada da polícia mostraria Valdevino dizendo que “iria morrer hoje” e pedindo para que a polícia fosse acionada “para levar o corpo”.

A investigação também aponta que Isabel permaneceu cerca de duas horas dentro da residência enquanto tentava acalmar Valdevino.

“Ela não relatou que ele disse diretamente que ela estava presa, mas afirmou que, ao perceber que a porta estava trancada e ele portava uma arma, entendeu que estava em cárcere e não tentou reagir”, explicou Bruno Abreu.

A versão apresentada pela Polícia Militar sustenta que Valdevino teria apontado a arma para a cabeça da jovem e efetuado disparos contra os policiais durante o cerco, situação que teria provocado a reação da equipe.

O caso segue sob investigação da DHPP.

Hipernotícias

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