8 maio, sexta-feira, 2026
spot_img
HomeNotícias700 famílias vivem sob risco de despejo em área de VG

700 famílias vivem sob risco de despejo em área de VG

Uma reunião foi realizada com moradores do bairro Princesinha do Sol, em Várzea Grande, para discutir o conflito fundiário enfrentado pela comunidade. Cerca de 700 famílias vivem sob ameaça de despejo após ações de reintegração de posse determinarem a desocupação da área em até 60 dias.


O encontro foi convocado pela presidente da comunidade, Diva Barão, e contou com a presença da prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti, após os moradores serem surpreendidos pela decisão judicial envolvendo a área ocupada há mais de 20 anos.


Também participaram da reunião o procurador-geral do município, Maurício Magalhães; a secretária de Desenvolvimento Urbano, Regularização Fundiária e Habitação, Manoela Rondon; a chefe de gabinete Ana Helena; e o comandante da Guarda Municipal, Juliano Lemos.


Durante o encontro, a prefeita afirmou que a gestão municipal irá atuar para defender os moradores.


“Não vamos deixar essas famílias desamparadas. Pedi ao procurador Maurício Magalhães que o município se manifeste no processo para defender a permanência dos moradores e buscar uma solução legal e justa para todos”, declarou Flávia Moretti.


A prefeita também destacou que o bairro Princesinha do Sol já estava incluído no projeto de Regularização Fundiária Urbana (Reurb) desde 2025. Segundo ela, há previsão de indenização ao suposto proprietário da área, mas também é necessário considerar os investimentos já realizados e os previstos para a região.


O procurador-geral do município, Maurício Magalhães, explicou aos moradores que a Prefeitura ainda não havia sido oficialmente intimada sobre o processo.


“O município nunca foi intimado nesta ação. Agora, vamos acompanhar o caso de perto e recorrer dentro das possibilidades legais para garantir os direitos da comunidade”, afirmou o procurador.


De acordo com informações divulgadas durante a reunião, os moradores conseguiram na Justiça a suspensão temporária da ordem de desocupação.


A presidente da comunidade, Diva Barão, afirmou que os moradores buscaram apoio jurídico e auxílio da Prefeitura diante da insegurança causada pela decisão judicial.


“Os moradores ficaram assustados com a notícia de que teriam apenas 60 dias para sair daqui. São famílias em situação de vulnerabilidade social, muitas vivendo aqui há décadas. A presença da prefeita e a entrada do município no processo como terceiro interessado são muito importantes para nossa comunidade”, disse.


Ao final da reunião, a prefeita reafirmou que a administração municipal continuará prestando apoio às famílias, dentro dos limites legais, para a construção de uma solução para o conflito fundiário.

Gazeta digital

ARTIGOS RELACIONADOS
- Espaço Publicitário-spot_img

MAIS POPULAR

COMENTÁRIOS