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Max repudia lista que classifica alunas como “estupráveis”: “É um absurdo, medidas duras têm que ser tomadas”

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (Podemos), utilizou a sessão plenária de hoje (6) para repudiar a existência de uma lista que classifica como alunas da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) como “estupráveis”. O parlamentar classificou como inaceitável que mulheres sejam expostas a esse tipo de violência gratuita no ambiente acadêmico. 

“Não é aceitável que as nossas mulheres, que passaram em universidade federal, que estão realizando o seu sonho e de suas famílias, estejam à mercê de uma violência gratuita. Vamos acompanhar esse caso de perto. Gostaria que a Procuradoria da Casa, a Procuradoria da Mulher, acompanhasse isso de perto. […] É um absurdo, medidas duras têm que ser tomadas”, disse na sessão.

De acordo com a denúncia feita pelo Centro Acadêmico de Direito VIII de Abril, mensagens de teor violento teriam sido compartilhadas por estudantes da Faculdade de Direito da instituição.  Durante seu pronunciamento, Max Russi questionou a gravidade de o episódio ocorrer em um local destinado à formação de futuros profissionais, destacando que o ambiente de ensino deveria ser pautado pelo respeito e pela segurança.

Em nota oficial, o deputado reforçou que o compartilhamento desses conteúdos evidencia um processo de normalização da agressividade contra a mulher. Segundo o deputado, a conduta dos envolvidos fere parâmetros jurídicos e humanos, sendo absolutamente intolerável sob qualquer perspectiva ética.

Como medida prática, solicitou que a Procuradoria da Casa e da Mulher monitore o desenrolar das apurações e defendeu que o acompanhamento rigoroso é essencial para garantir punições adequadas e evitar que comportamentos misóginos evoluam para tragédias, assegurando o direito das mulheres de ocuparem espaços públicos e educacionais sem medo.

Entenda o caso

O Centro Acadêmico de Direito da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) denunciou a circulação de mensagens em que estudantes discutiam a criação de uma lista classificando alunas como “estupráveis” e faziam referências à intenção de violência contra colegas. A universidade informou que instaurou um processo administrativo disciplinar para apurar os fatos e identificar os envolvidos.

O caso veio à tona nessa terça-feira (5), após o Centro Acadêmico emitir uma nota de repúdio. 

Segundo o diretório estudantil, as conversas ocorreram em aplicativos de mensagens e envolveram alunos do curso de Direito e de outras graduações. O grupo classificou o conteúdo como extremamente grave e afirmou que não se trata de “brincadeira”, mas de banalização da violência sexual e objetificação de mulheres.

“Tais manifestações não podem ser tratadas como ‘brincadeira’, tampouco relativizadas. Ao contrário, configuram a banalização da violência sexual e a objetificação de mulheres, reforçando uma cultura que historicamente legitima práticas de violência de gênero”, diz trecho da nota.

Em nota oficial, a UFMT informou que já adotou as providências cabíveis e reforçou que “repudia veementemente qualquer manifestação, prática ou tentativa de naturalização da violência, da misoginia e de qualquer forma de violação de direitos humanos”.

A universidade destacou ainda que a Faculdade de Direito instaurou procedimento administrativo disciplinar, que seguirá conforme a legislação vigente e as normas institucionais.

O Centro Acadêmico também afirmou que irá acompanhar a apuração do caso junto às autoridades competentes e cobrou medidas para garantir a segurança das estudantes.

Repórter MT

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