6 maio, quarta-feira, 2026
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Delegada detalha como uma foto e uma camisa lavada fizeram marido confessar assassinato de empresária

Detalhes da investigação sobre a morte da empresária Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos, revelam a frieza e o planejamento de seu marido, Jackson Pinto da Silva, de 38 anos. Em entrevista coletiva hoje (5), a delegada Eliane Morais, da Delegacia de Estelionato (DEEF), detalhou que o criminoso tentou usar uma foto do casal “tomando açaí” no domingo para forjar um álibi.

A farsa começou a desmoronar quando os investigadores notaram que a camisa usada por Jackson na foto de domingo, o último registro de Nilza viva, já estava limpa e lavada na segunda-feira, momento em que ele foi à delegacia denunciar um falso sequestro. Ao ser questionado sobre o motivo de ter lavado a peça tão rápido, Jackson demonstrou nervosismo e entrou em contradição perante a equipe policial.

A partir de uma camisa que ele estava vestido no domingo, que foi o último dia que ele tirou uma foto com ela, é que a equipe começou a desconfiar, porque já estava lavadinha. Aí questionou por que que lavou, e ele começou a ficar nervoso, aí começou a cair em contradição e logo depois ele confessou.

Jackson procurou a polícia às 7h da manhã dessa segunda-feira (4), alegando que Nilza havia sumido e que ele estava sofrendo um golpe. O assassino afirmou que pessoas ligavam pedindo resgate e chegou a realizar transferências via Pix para contas diversas, tentando simular o pagamento da extorsão forjada.

Segundo a delegada, o crime ocorreu ainda no domingo na residência onde o casal morava, onde Nilza foi enforcada com uma abraçadeira plástica, conhecida como “enforca-gato”, e teve pés e mãos amarrados com o mesmo material.

Domingo ela ainda estava aparentemente bem, porque ele tirou uma foto falando que estava tomando açaí com ela. Então tudo indica que sim, a partir desse momento é que ele a matou.

Para ocultar o cadáver, Jackson levou o corpo para uma segunda casa da própria empresária, no bairro Parque Cuiabá, que estava disponível para aluguel. Com o corpo já no local, o assassino contratou uma máquina para cavar o buraco.

A delegada descreveu que ele jogou o corpo na cova, cobriu uma parte manualmente e depois a máquina finalizou o aterro para esconder os vestígios. Jackson Pinto da Silva foi autuado em flagrante pela Delegacia de Estelionato. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) para a conclusão do inquérito de feminicídio e ocultação de cadáver.

Denuncie

A violência contra a mulher não pode ser ignorada e nem ficar impune. Em Mato Grosso, há canais gratuitos e seguros para denunciar agressões, ameaças ou risco de feminicídio. As denúncias podem ser anônimas e o boletim de ocorrência pode ser feito online, por meio da Delegacia Digital: https://delegaciadigital.pjc.mt.gov.br/.

Em caso de emergência ou flagrante, procure ajuda imediata pelos telefones 190 (Polícia Militar), 197 (Polícia Civil), 181 (Disque Denúncia) ou 180 (Central de Atendimento à Mulher). Em Cuiabá, também é possível acionar a Patrulha Maria da Penha pelo número (65) 98170-0199.

O atendimento presencial está disponível na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher de Cuiabá e na Delegacia da Mulher de Várzea Grande. A pena para crimes contra a mulher pode chegar a 40 anos de prisão, conforme estabelecido pela Lei Federal nº 14.994/2024, conhecida como Pacote Antifeminicídio.

Repórter MT

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