O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, negou pedido de soltura feito pela defesa de Rodrigo Moreira de Figueiredo, assessor jurídico exonerado do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Ele está preso em decorrência da terceira fase da Operação Doce Amargo, que investiga um grupo envolvido no tráfico de drogas sintéticas em Cuiabá.
A decisão foi disponibilizada hoje (19).
A defesa alegou constrangimento ilegal, falta de fundamentação e de elementos concretos individualizados que justifiquem a prisão. Citou também falta de contemporaneidade dos motivos que levaram à prisão, “uma vez que os dados utilizados provêm de extrações e conversas de 2023 e início de 2024, sem fatos novos ou contemporâneos que respaldem a medida adotada”.
O recurso pedia a revogação da prisão cautelar, ainda que mediante a aplicação de medidas cautelares alternativas, como a tornozeleira eletrônica.
Ao analisar o pedido, o ministro disse que “não se verifica a ocorrência de manifesta ilegalidade ou urgência a justificar o deferimento do pleito liminar” e indeferiu o recurso.
Prisão anterior
Rodrigo já havia sido preso em março de 2024, durante a Operação Doce Amargo, primeira fase da Vertigem, e é apontado como receptor de drogas enviadas por diversos fornecedores, incluindo um localizado no Paraguai.
Conforme as investigações, o grupo do qual o servidor faz parte comercializava drogas como ecstasy, MDMA e LSD, conhecidos como “bala”, “roda” e “doce”. Na operação desta quarta-feira também foram apreendidas outras substâncias, como “loló”, lança-perfume e clorofórmio.
A Polícia Civil afirma que Rodrigo atuava como principal organizador de grupos de rateio para compra de drogas por pessoas de alto poder aquisitivo, lucrando com a atividade.
Repórter MT




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