O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli prorrogou por mais 60 dias a investigação da Polícia Federal (PF) que apura possíveis irregularidades no caso do Banco Master.
“Trata-se de manifestação da autoridade policial, requerendo nova prorrogação do prazo para conclusão das investigações por mais 60 (sessenta) dias. Posto isso, considero que as razões apontadas para prorrogação, por mais 60 (sessenta) dias, devem ser deferidas“, escreveu o ministro em decisão desta sexta-feira (16/1).
O pedido ocorre após a determinação do ministro de indicar peritos da própria corporação para acompanhar a extração de dados e a realização da perícia do material apreendido no âmbito da operação de quarta-feira (14/1), que ficará sob a tutela da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Investigações
Os itens apreendidos, como telefones, computadores e outros aparelhos, inicialmente ficariam “lacrados” e “acautelados” na sede da Corte. Em seguida, no entanto, Toffoli mudou de entendimento e determinou que a custódia passasse à PGR.
Toffoli indicou que quatro peritos deverão ter acesso ao material, mas reduziu de cinco para dois dias o prazo para a corporação colher depoimentos.
A operação realizada na quarta incluiu nova busca e apreensão em endereços ligados a Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, e decretou a prisão temporária do investidor Fabiano Campos Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
O empresário Nelson Tanure e o investidor João Carlos Mansur, ex-presidente da gestora de fundos Reag Investimentos, também estavam entre os alvos da operação da PF, que apura suposto esquema de fraudes na instituição financeira.
O pedido da Polícia Federal em relação a Vorcaro foi justificado pela necessidade de realização de novas diligências, uma vez que as medidas anteriores tiveram objeto mais restrito, além da “evidência da prática de novos ilícitos, supostamente cometidos pelo investigado”.
Metrópoles




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