17 janeiro, sábado, 2026
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Ditador venezuelano nega crimes e diz ser “inocente” em audiência em Nova York

O presidente venezuelano Nicolás Maduro se declarou inocente nesta segunda-feira (5) durante sua audiência de custódia em um tribunal federal em Manhattan, Nova York, após ter sido capturado em uma ação militar dos Estados Unidos no último sábado (3).

A audiência marcou a primeira aparição de Maduro perante a Justiça americana desde que foi detido e levado em custódia para responder a uma série de acusações graves. Ao ser questionado pelo juiz, o líder venezuelano disse textualmente que “é inocente” e que é um “homem decente”, refutando as acusações de narcoterrorismo e tráfico internacional de drogas que lhe foram imputadas pelo Departamento de Justiça dos EUA.

Maduro se encontra detido no Centro de Detenção Metropolitano do Brooklyn, uma das principais unidades federais de Nova York, conhecida por sua segurança reforçada. Sua esposa, Cilia Flores, também capturada durante a mesma operação, esteve presente e deve enfrentar acusações similares nos mesmos autos.

A audiência de custódia, tradicionalmente usada para informar ao acusado sobre as acusações e verificar a situação de sua prisão, normalmente não discute o mérito do processo em si mas a declaração de inocência de Maduro já sinaliza que sua defesa pretende usar todas as ferramentas legais disponíveis nos próximos meses.

O procedimento ocorreu sob forte esquema de segurança, com Maduro sendo escoltado desde o presídio até o tribunal em Manhattan, em um comboio acompanhado por agentes federais armados. A imagem do ditador algemado em território norte-americano reforça a dimensão política e simbólica de um caso que já se tornou um dos maiores embates jurídicos e diplomáticos envolvendo os Estados Unidos e um líder estrangeiro em décadas.

As acusações que pesam contra Maduro fazem parte de um processo de longa duração que inclui várias acusações de narcoterrorismo e tráfico de drogas, capitaneadas por um grande júri federal em Nova York um tribunal que historicamente trata de casos de crime organizado e terrorismo internacional.

Embora a audiência de custódia não determine a culpabilidade, a negação formal de Maduro e os próximos passos processuais traçarão o rumo de um processo que promete ser longo e complexo, com possíveis debates sobre imunidade de chefes de Estado e os limites da jurisdição americana em casos de figuras políticas estrangeiras detidas em circunstâncias extraordinárias.

Folha do estado

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