16 janeiro, sexta-feira, 2026
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Governo Lula arrecada mais de R$ 10 bilhões no 1º dia de 2026

A arrecadação federal ultrapassou a marca de R$ 10 bilhões já no primeiro dia de 2026, de acordo com dados do Impostômetro, painel mantido pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O número foi registrado nesta quinta-feira (1º) e coincide com o início da fase de transição da reforma tributária sobre o consumo no Brasil.

O resultado expressivo ocorre no mesmo dia em que começou a operar, em fase de testes, o novo Imposto sobre Valor Agregado (IVA) Dual, um dos pilares da reforma aprovada pelo Congresso Nacional. Apesar do caráter experimental anunciado pelo governo, a movimentação não é apenas simbólica: há operações reais, emissão de notas fiscais com novos campos e impactos diretos na rotina de empresas e contribuintes.

Transição começa com alíquota simbólica

Em 2026, passa a valer uma alíquota total de 1%, composta por 0,9% da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) — de competência federal — e 0,1% do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS), que será partilhado entre estados e municípios.

Nesse período, os tributos atuais seguem coexistindo com o novo modelo. PIS, Cofins e IPI darão origem à CBS, enquanto ICMS e ISS serão gradualmente substituídos pelo IBS. A extinção efetiva desses cinco impostos está prevista apenas a partir de 2027, com redução progressiva até a implantação plena do sistema.

Receita nega aumento de carga

A Receita Federal afirma que não há aumento da carga tributária em 2026. Segundo o órgão, os valores pagos a título de CBS e IBS neste primeiro ano serão compensados com o que já é recolhido de PIS e Cofins, evitando impacto adicional imediato para empresas e consumidores.

Empresas precisam se adaptar

Mesmo com alíquotas reduzidas, a transição exige atenção do setor produtivo. CBS e IBS devem ser destacados nas notas fiscais, com o correto preenchimento de novos campos obrigatórios. Erros de classificação fiscal — como NCM ou CNAE incorretos — podem gerar rejeição de documentos, recolhimento inadequado de impostos e até paralisação do faturamento.


Especialistas alertam que 2026 será decisivo para ajustes de sistemas, treinamento de equipes e revisão de processos, já que o período de testes funcionará, na prática, como um ensaio geral para a maior mudança tributária das últimas décadas.

Folha do estado

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